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FORÇA TAREFA

Força Tarefa desarticula quadrilha que fraudava benefícios no Espírito Santo

As operações São Francisco e Água Doce tiveram início na manhã desta terça-feira (24)

  • Publicado: Terça, 24 de Março de 2015, 16h38
  • Última atualização em Sexta, 26 de Fevereiro de 2016, 17h44
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Da Redação (Brasília) – A Força-Tarefa Previdenciária, integrada pela Polícia Federal (PF), Ministério da Previdência Social (MPS) e Ministério Público Federal (MPF), iniciou na manhã desta terça-feira (24) as operações São Francisco e Água Doce para combater crimes previdenciários que vinham ocorrendo numa Agência da Previdência Social, no município de Barra de São Francisco, no Espírito Santo. Durante a ação foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Barra de São Francisco (ES), Água Doce do Norte (ES), Baixo Guandú (ES) e Mantena (MG).

Uma das fraudes ocorria com a criação de benefícios fraudulentos a partir da inserção de dados verdadeiros de pessoas físicas comuns, como CPF, porém, com o nome do titular ou filiação alterados, às vezes, por uma única letra. Com a ajuda de servidores envolvidos na fraude, os benefícios eram autorizados e as contas correntes indicadas nos CPF passavam a receber os depósitos do dinheiro.

Além de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), houve a participação de servidores da prefeitura de Barra de São Francisco, que eram cedidos ao instituto para suprir a falta de pessoal. Esses servidores municipais faziam uso de informações privilegiadas provenientes do acesso aos bancos de dados da prefeitura local, obtendo nomes, CPFs e demais informações, sobre servidores municipais, em sua maioria, aposentados, que desconheciam a utilização de seus dados.

Ao longo das investigações, a PF desarticulou outros sistemas de fraudes, sendo um deles utilizado por um político local que consistia em oferecer privilégios a eleitores em processos de aposentadoria e outros benefícios, chegando a cobrar valores pelo “serviço”. Outra irregularidade identificada foi o tráfico de influência exercido por pessoas de fora da Agência da Previdência Social que encaminhavam trabalhadores em busca de aposentadoria e outros benefícios, os quais recebiam tratamento diferenciado por servidores envolvidos no esquema de corrupção.

De acordo com a Força Tarefa Previdenciária, as fraudes aconteciam desde 2008, sendo investigadas a partir de 2012. Estima-se que a soma dos valores desviados dos cofres públicos da União ultrapassem a quantia de um milhão de reais, sendo que o prejuízo evitado com a suspensão dos benefícios gira em torno de outro um milhão de reais.

Os investigados vão responder pelos crimes de estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema de informação, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e crime eleitoral, conforme cada caso investigado.

As operações contaram com a participação de 35 policiais federais e dois servidores do Ministério da Previdência Social.

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