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EMPREGO

Atividades ligadas à Agropecuária têm os melhores saldos de emprego

Dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

  • Publicado: Segunda, 07 de Agosto de 2017, 10h09
  • Última atualização em Segunda, 07 de Agosto de 2017, 11h15
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Das 10 ocupações profissionais com os melhores saldos de emprego no Brasil em junho, metade é do setor agropecuário. Trabalhadores que atuam no cultivo de árvores frutíferas, na cultura do café e da cana-de-açúcar, volantes na agricultura e empregados agropecuários em geral tiveram um acréscimo de 36.329 vagas de trabalho formal no último mês, reflexo do desempenho do setor no país. A Agropecuária foi, junto com a Administração Pública, a principal responsável pelo resultado positivo do emprego formal em junho.

A informação está no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado em julho, que mostra também um bom desempenho da ocupação de alimentador de produção. Foram criados nessa área 6.805 empregos formais. Cargo tradicionalmente da indústria, ele sinaliza que, embora o setor ainda esteja se recuperando da crise, já está reagindo à retomada do crescimento econômico.

“O mapa do emprego por ocupação reflete exatamente o momento econômico que estamos vivendo. Ele mostra quais são as áreas que estão se recuperando primeiro e retomando o crescimento. Estamos trabalhando incansavelmente para que isso, em breve, esteja ocorrendo com todos os trabalhadores ”, afirma o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O Caged de junho mostrou também as ocupações mais prejudicadas com o fechamento de vagas. A principal delas é a de pedreiro, que perdeu 3.279 postos de emprego formal. Em seguida aparecem trabalhadores da cultura de milho e sorgo (reflexo da sazonalidade), supervisores e gerentes de áreas administrativas e vendedores do comércio varejista.


Acumulado do ano – Se for considerado o desempenho dos seis primeiros meses do ano, o cenário fica ainda melhor para quem trabalha como alimentador de produção. Foram criados nessa área 43.339 empregos formais de janeiro a junho de 2017.

A Agropecuária também segue em alta. Assim como no último mês avaliado, das 10 ocupações profissionais com os melhores saldos de emprego no Brasil no semestre, metade é no campo. Empregados na cultura do café, no cultivo de árvores frutíferas, volantes na agricultura, tratoristas e trabalhadores agropecuários em geral tiveram um acréscimo de 103.409 vagas de trabalho formal desde o início deste ano.

Já a ocupação que mais sofreu com o fechamento de vagas nesse período foi a de vendedor do comércio varejista, que perdeu 55.790 postos de emprego formal. Em seguida estão operador de caixa, trabalhador da cultura de cana-de-açúcar, pedreiro e supervisor administrativo.

Segundo o coordenador-geral de Cadastros, Identificação Profissional e Estudos do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, os dados do Caged para o primeiro semestre de 2017 reforçam a percepção de retomada do crescimento econômico. “É um crescimento ainda irregular e com tempos diferentes de acordo com os setores econômicos. Se a Agropecuária tem se mostrado o motor da geração de empregos, falta essa dinâmica positiva chegar principalmente ao Comércio e aos Serviços, para impulsionar a criação de novos postos formais de trabalho”, avalia.


Variação nos 12 meses – Se levada em conta a variação dos últimos 12 meses, o quadro geral muda, porque não há influência das sazonalidades características de cada período. Em comparação com o mês de junho e com o primeiro semestre deste ano, apenas a ocupação de alimentador de linha de produção segue em alta. De julho de 2016 a junho de 2017, foram criados 54.686 empregos formais para esses profissionais em todo o país. Embalador, atendente de lojas e mercados, faxineiro e repositor de mercadorias vêm em seguida.

No pé da lista estão algumas das ocupações da área da Construção Civil. O profissional mais prejudicado foi o pedreiro, com o fechamento de 62.476 vagas formais. Perderam oportunidades no setor, ainda, serventes de obras, mestres de obras e carpinteiros. Vendedor do comércio varejista também é uma das ocupações que mais tiveram postos encerrados nos últimos 12 meses.


Veja as tabelas com as 10 ocupações que mais tiveram vagas abertas e as 10 que mais perderam postos de trabalho de acordo com o último Caged:

JUNHO DE 2017 – BRASIL

OCUPAÇÃO

ADMISSÕES

DESLIGAMENTOS

SALDO

Trabalhador no Cultivo de Árvores Frutíferas

18.606

-3.767

14.839

Trabalhador Volante da Agricultura

20.332

-12.283

8.049

Alimentador de Linha de Produção

38.654

-31.849

6.805

Trabalhador da Cultura de Café

11.953

-6.785

5.168

Trabalhador da Cultura de Cana de Açúcar

8.837

-4.375

4.462

Trabalhador Agropecuário em Geral

18.770

-14.959

3.811

Faxineiro

44.844

-41.792

3.052

Técnico de Enfermagem

9.562

-7.092

2.470

Embalador

8.572

-6.771

1.801

Repositor de Mercadorias                       

19.396

-17.773

1.623

 

JUNHO DE 2017 – BRASIL

OCUPAÇÃO

ADMISSÕES

DESLIGAMENTOS

SALDO

Soldador

5.169

-6.233

-1.064

Gerente Comercial

2.604

-3.722

-1.118

Caldeireiro (Chapas de Ferro e Aço)

1.311

-2.460

-1.149

Gerente de Loja e Supermercado

1.984

-3.144

-1.160

Professor de Ensino Superior na Área de Prática de Ensino

181

-1.656

-1.475

Vendedor de Comércio Varejista

73.726

-75.256

-1.530

Gerente Administrativo

4.173

-6.046

-1.873

Supervisor Administrativo

4.589

-6.914

-2.325

Trabalhador da Cultura de Milho e Sorgo

280

-3.363

-3.083

Pedreiro

18.085

-21.364

-3.279

 

 

ACUMULADO DO ANO (JANEIRO A JUNHO DE 2017) – BRASIL

OCUPAÇÃO (CBO)

ADMISSÕES

DESLIGAMENTOS

     SALDO

Alimentador de Linha de Produção

247.693

-204.354

43.339

Trabalhador da Cultura de Café

41.102

-13.505

27.597

Trabalhador Volante da Agricultura

97.227

-69.665

27.562

Trabalhador no Cultivo de Arvores Frutíferas

62.995

-42.780

20.215

Auxiliar de Escritório, em Geral

339.538

-319.766

19.772

Faxineiro

291.255

-272.274

18.981

Trabalhador Agropecuário em Geral

104.892

-90.260

14.632

Tratorista Agrícola

39.236

-25.833

13.403

Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais)

180.828

-169.549

11.279

Recepcionista, em Geral

113.168

-104.000

9.168

 

ACUMULADO DO ANO (JANEIRO A JUNHO DE 2017) – BRASIL

OCUPAÇÃO (CBO)

ADMISSÕES

DESLIGAMENTOS

SALDO

Conferente de Carga e Descarga

13.110

-19.212

-6.102

Gerente Comercial

16.853

-23.185

-6.332

Gerente de Loja e Supermercado

12.081

-19.884

-7.803

Vigilante

67.803

-78.222

-10.419

Gerente Administrativo

27.743

-38.854

-11.111

Supervisor Administrativo

30.656

-43.751

-13.095

Pedreiro

116.675

-131.065

-14.390

Trabalhador da Cultura de Cana de Açúcar

55.353

-73.673

-18.320

Operador de Caixa

178.255

-200.277

-22.022

Vendedor de Comércio Varejista

447.506

-503.296

-55.790

 

ÚLTIMOS 12 MESES – JULHO 2016 A JUNHO 2017 - BRASIL

OCUPAÇÃO (CBO)

ADMISSÕES

DESLIGAMENTOS

SALDO

Alimentador de Linha de Produção

463.056

-408.370

54.686

Embalador

112.754

-89.779

22.975

Atendente de Lojas e Mercados

127.638

-106.350

21.288

Faxineiro

566.037

-544.839

21.198

Repositor de Mercadorias

247.680

-226.701

20.979

Atendente de Lanchonete

252.544

-238.479

14.065

Auxiliar nos Serviços de Alimentação

165.178

-152.873

12.305

Técnico de Enfermagem

105.007

-93.316

11.691

Recepcionista em Geral

218.102

-207.220

10.882

Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo

192.495

-186.143

6.352

 

ÚLTIMOS 12 MESES – JULHO DE 2016 A JUNHO DE 2017 - BRASIL

OCUPAÇÃO (CBO)

ADMISSÕES

DESLIGAMENTOS

SALDO

Carpinteiro

44.578

-59.755

-15.177

Mestre (Construção Civil)

34.924

-52.793

-17.869

Assistente Administrativo

393.931

-413.688

-19.757

Vigilante

147.572

-170.888

-23.316

Gerente Administrativo

52.392

-75.728

-23.336

Vendedor de Comercio Varejista

949.363

-974.229

-24.866

Supervisor Administrativo

56.806

-87.229

-30.423

Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais)

326.454

-363.962

-37.508

Servente de Obras

482.296

-542.697

-60.401

Pedreiro

237.318

-299.794

-62.476

 

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imprensa@mte.gov.br
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Supervisão Ascom
Jorn. Eliana Camejo
eliana.camejo@mte.gov.br
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