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BAHIA

Combate ao trabalho infantil é tema de eventos em Salvador

Através de oficinas e dinâmicas, SRT-BA e Fetipa ressaltam os malefícios do trabalho precoce para a vida das crianças e dos adolescentes

  • Publicado: Quarta, 13 de Junho de 2018, 12h34
  • Última atualização em Quarta, 13 de Junho de 2018, 12h34
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Com o objetivo de sensibilizar o conscientizar sobre os malefícios do trabalho infantil, a Superintendência Regional do Trabalho - SRT-BA e o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente Trabalhador (Fetipa) reuniu, nesta terça-feira (12), pais, alunos e professores na Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, localizada no bairro Rio Sena, em Salvador.

Participaram do evento 130 crianças com idade entre 6 e 12 anos, que receberam informações, através de dinâmicas, brincadeiras e apresentações lúdicas sobre o conceito de trabalho infantil e as consequências que esta prática acarreta para a vida as crianças e dos adolescentes.

Os pais, responsáveis e professores também foram orientados sobre a necessidade e importância de combater o trabalho infantil. Auditores-fiscais trabalho e membros do Fetipa apresentaram situações que muitas vezes acontecem do âmbito domiciliar, podendo ser caracterizada ou não como trabalho infantil.

De acordo com o presidente do Fetipa, o auditor-fiscal Antônio Ferreira Inocêncio, a escolha de uma escola municipal para a realização do evento buscou fortalecer a educação como parceira na rede de proteção à criança e ao adolescente.

“A escola é capaz de detectar rapidamente o trabalho infantil entre seus alunos através da escuta e da observação de seu comportamento, inclusive os trabalhos infantis mais velados, como é o caso do doméstico”, afirmou Inocêncio.

Após as atividades desenvolvidas em sala de aula, os alunos foram convidados a participarem de brincadeiras como estímulo a uma das ações importantes para a infância: brincar.

Também houve apresentação do grupo Reprotai (Rede Protagonista em Ação de Itapagipe), que dançaram ao som do jingle “Criança não trabalha. Criança dá trabalho”.

O evento foi promovido para lembrar o 12 de junho – Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil –, que traz neste ano o tema “Piores formas: não proteger a infância é condenar o futuro!”

Barreiras – O combate ao trabalho infantil também foi tema de evento no oeste da Bahia. A convite do Setor de Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, a auditora-fiscal Alessandra Nunes Andrade proferiu palestra com o tema "Do Trabalho Infantil à Aprendizagem Legal: uma missão de todos".

O foco da palestra foi a utilização da Aprendizagem Legal como forma de prevenir e combater o Trabalho Infantil.

A apresentação foi ilustrada pelo depoimento de dois ex-aprendizes do Instituto Recicla, egressos do trabalho infantil, e que, atualmente, um é advogado de uma firma tradicional e outro empregado regular de um supermercado, ambos do município de Luís Eduardo Magalhães.

“O jovem de hoje busca trabalhar não apenas quando é necessário ajudar no sustento da família, mas também para poder ter acesso a bens de consumo como celulares, videogames, óculos, roupas, que não poderia ter se dependesse que seus pais lhes fornecessem. Por isso, quando numa ação fiscal de combate ao trabalho infantil, afastamos um jovem de sua fonte de renda - porque as condições de trabalho lhe são prejudiciais - temos que lhe oferecer a possibilidade de tornar-se aprendiz, para continuar auferindo sua renda, mas, agora, de forma regular, e protegida tanto no âmbito trabalhista, quanto no previdenciário“, ressaltou a Alessandra Nunes durante a apresentação.

Em continuidade ao evento, o Aepeti e o Conselho Tutelar também proferiram palestras, com apresentação de casos de trabalho infantil.


Ministério do Trabalho
Assessoria de Imprensa
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