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APRENDIZAGEM

Mais de 227 mil jovens tiveram oportunidade como aprendizes no primeiro semestre

Número é nacional; capitais que mais contrataram foram São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte 

  • Publicado: Quinta, 01 de Novembro de 2018, 19h28
  • Última atualização em Quinta, 01 de Novembro de 2018, 20h55
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Somente no primeiro semestre de 2018, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, ocorreu a contratação de 227.626 jovens aprendizes em todo o Brasil. No ranking de admissões dessa mão de obra, ocupam os 10 primeiros lugares as seguintes capitais: São Paulo (22.721), Rio de Janeiro (12.188), Belo Horizonte (5.114), Goiânia (5.099), Brasília (4.958), Fortaleza (4.618), Porto Alegre (3.750), Curitiba (3.650), Salvador (3.645) e Recife (2.777). 

Se comparado com o mesmo período de 2017, os municípios que mais ampliaram a admissão de jovens aprendizes foram Itatiaia, no Rio de Janeiro (838,5%), Itápolis, em São Paulo (618,2%), Palmeiras de Goiás, no estado goiano (516,7%), Pradópolis (509,1%) e São Manuel (427,3%), ambos de São Paulo. 

Legislação – Menores de 16 anos só podem trabalhar no país na condição de aprendizes. É o que garante a Constituição Federal de 1988, ressalvando a participando de adolescentes no mercado de trabalho, a partir dos 14 anos. Com o passar do tempo, a contratação desse público foi incentivada por uma série de leis, entre elas a do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que prevê a aprendizagem como um direito. 

De acordo com a legislação, todas as empresas de médio e grande portes devem manter em seus quadros de funcionários adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos na modalidade de aprendiz. Para os aprendizes com deficiência não há limite máximo de idade. As cotas variam de 5% a 15% por estabelecimento, excluídas as funções que não entram para o cálculo da cota de aprendizagem. O Brasil já contabiliza mais de 3 milhões aprendizes contratados desde 2005, quando a lei foi regulamentada pelo Decreto 5598. 

Setores e ocupações – Entre os setores que mais contrataram aprendizes no primeiro semestre do ano estão o de Serviços, com 93.879 admissões, Indústria da Transformação, com 60.475, e o comércio, com 57.444. As ocupações com mais oportunidades para os jovens foram as de auxiliar de escritório e assistente administrativo. Mais de 50% de todas as contratações ocorreram nessas áreas. Tiveram destaque também as funções de vendedor do comércio varejista, repositor de mercadoria e mecânico de manutenção de máquinas. 

Gênero – Do total de aprendizes contratados no primeiro semestre do ano, 118.520 são do sexo masculino (52,07%) e 109.106 do sexo feminino (47,93%). Em três unidades da federação o número de mulheres contratadas superou o de homens: Amapá, Pernambuco e Rio Grande no Norte. 

O Contrato de Aprendizagem é um acordo de trabalho especial, ajustado por escrito, com anotação na carteira de trabalho, e prazo determinado de até dois anos. O aprendiz tem direitos trabalhistas e previdenciários, e sua remuneração é baseada no salário mínimo, mas proporcional ao número de horas cumpridas. A jornada de trabalho permitida é de no máximo seis horas diárias para aqueles que ainda não concluíram o Ensino Fundamental e oito horas diárias para os que já o concluíram. 

 

Ministério do Trabalho
Assessoria de imprensa

Gabriella Bontempo
imprensa@mte.gov.br
(61) 2021-5915

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