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Doze trabalhadores são resgatados de extração de minério na PB e no RN

Submetidos a condições degradantes, eles corriam risco de quedas e soterramento em buracos de até 20 metros de profundidade

  • Publicado: Terça, 11 de Junho de 2019, 13h50
  • Última atualização em Quarta, 12 de Junho de 2019, 11h48
  • Acessos: 968

Uma ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do Ministério da Economia encontrou, nos últimos dias 6 e 7 de junho, 12 trabalhadores submetidos a condições degradantes de trabalho na extração do minério caulim, nos municípios de Junco do Seridó, na Paraíba, e Equador, no Rio Grande do Norte. Os flagrantes ocorreram quando o grupo inspecionava o trabalho em minas locais, cujas banquetas são abertas e exploradas por empresas de beneficiamentos do produto.

Banqueta é o nome que se dá ao buraco cavado para a extração do caulim, minério utilizado nas indústrias de tintas, alpargatas e cerâmicas. Durante a ação, foram encontrados três grupos de trabalhadores. Dois deles em Junco do Seridó, numa localidade denominada Sítio do Galo Branco, onde a fiscalização se deparou com turmas de quatro trabalhadores cada.

Os trabalhadores extraíam o minério de forma manual, com auxílio de ferramentas e de precário sistema de içamento, composto por carretel, corda e manivela, montado sobre cavalete improvisado. As banquetas mediam aproximadamente 1m², com profundidades que chegavam a 14 metros.

O terceiro grupo foi localizado em Equador, na localidade denominada Sítio Tanquinho. Quatro trabalhadores estavam em situação similar à de Junco do Seridó, extraindo o caulim de forma manual em profundidades de até 20 metros.

Segundo a coordenadora da operação, auditora fiscal do Trabalho Gislene Stacholski, os equipamentos estavam montados de forma precária, expondo os trabalhadores a risco iminente de quedas e de soterramento. As banquetas eram escavadas e exploradas sem qualquer precaução do ponto de vista técnico, sem equipamentos de proteção que garantissem a mínima segurança, em locais com pouco oxigênio.

Os trabalhadores recebiam cerca de R$ 550,00 a R$ 750,00 por mês. As jornadas diárias duravam cerca de 6 horas. Foi constatado também que não havia instalações sanitárias nem água potável.

Sanções

Os empregadores foram notificados a quitar as verbas salariais e rescisórias e a efetuar o recolhimento do FGTS e das contribuições sociais. Deverão também indenizar os trabalhadores por dano moral individual, em valores definidos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Defensoria Pública da União (DPU). Os resgatados terão direito ainda a três parcelas de seguro-desemprego. Participaram da ação auditores-fiscais do trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, representantes do MPT, da DPU e da Polícia Rodoviária Federal.



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