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Trabalhadores são resgatados em carvoaria no norte de Minas Gerais

As quatro vítimas trabalhavam em uma fazenda no Vale das Cancelas, no município de Grão Mogol 

  • Publicado: Sexta, 02 de Agosto de 2019, 20h08
  • Última atualização em Sexta, 02 de Agosto de 2019, 20h12
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Uma operação de combate ao trabalho em condições análogas à de escravo resultou no resgate de quatro pessoas em Grão Mogol, no norte de Minas Gerais. A ação fiscal, que foi iniciada na primeira quinzena de julho e teve seu relatório concluído nesta sexta-feira (2), foi realizada por auditores-fiscais do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.    

Os trabalhadores foram encontrados na Fazenda São Francisco, no Vale das Cancelas, e atuavam na produção de carvão. Foram identificados 21 trabalhadores, todos contratados por meio de terceirização fraudulenta efetuada por um intermediador ilegal de mão de obra – um “gato”. Dos 21 trabalhadores envolvidos, quatro estavam sendo submetidos a trabalho em condições análogas às de escravo. 

O auditor-fiscal que coordenou a ação, Marcelo Campos, relata que os empregados estavam alojados em um espaço totalmente deteriorado, sem as mínimas condições de habitação. Os trabalhadores não recebiam equipamentos de proteção individual (EPIs) e, nas frentes de trabalho, não havia acesso a instalações sanitárias, água potável e local adequado para as refeições. As necessidades fisiológicas eram satisfeitas no mato. 

Os quatro trabalhadores resgatados tiveram suas atividades laborais cessadas e requerimentos de seguro-desemprego especial emitidos em seus nomes. Juntos, as verbas rescisórias quitadas e o salário de junho chegaram a cerca de R$ 14 mil para as quatro vítimas. Os demais trabalhadores tiveram sua relação empregatícia regularizada com o tomador dos serviços, o verdadeiro empregador. Pelas irregularidades trabalhistas constatadas foram lavrados 22 autos de infração. Cópia do relatório circunstanciado da inspeção realizada será encaminhada ao Ministério Público do Trabalho e à Procuradoria da República em Minas Gerais para as providências que considerarem cabíveis.​

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